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Hoje encontrei várias notinhas e reportagens interessantes pelos jornais, sites e newsletters. Quer ler alguns?

Da newsletter do Publishnews, que faz um clipping diário de notícias sobre o mercado livreiro:

No primeiro “media training” que tiveram ontem, as candidatas ao Miss Brasil aprenderam sobre O pequeno príncipe. A direção do concurso percebeu que, nas edições anteriores, a maioria das moças não sabia do que se tratava quando jornalistas perguntavam sobre o livro, clássico das misses nos anos 60, conta a coluna Gente Boa. (Fonte: Jornal O Globo)

Quer meu testemunho? É batata! Experimente aparecer no trabalho ou na escola com o livro “O Pequeno Príncipe”. Você vai ouvir “tá se preparando pra ser miss?”.

O pequeno prícipe e sua frase mais famosa

Na Folha de São Paulo, o caderno de turismo trouxe uma matéria sobre Orlando, nos EUA, e antecipou uma novidade:

Neste ano, o “crème de la crème” de julho será “O Mundo Mágico de Harry Potter”, uma área temática que deve abrir no dia 18 de junho no Islands of Adventure, um dos dois parques da Universal Studios. O castelo de Hogwarts foi erguido seguindo fielmente a imagem retratada nos filmes da saga do bruxo.

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Quando for aberto, o público poderá entrar no castelo [de Hogwarts]. Dentro dele estará uma das principais atrações da área, o brinquedo “Harry Potter e a Viagem Proibida”. Após passar por cenas do livro -reproduzidas fielmente a partir da versão cinematográfica-, como a sala de Dumbledore, o visitante será convidado por Hermonie a faltar da aula e a viajar com ela, Harry Potter e Ron. O filme se passa em uma tela de 360 e é uma viagem pelas aventuras dos bruxos. Começa sobrevoando Hogwarts, leva o visitante a uma partida de quadribol e por “dementadores” -seres que tiram a alegria. No total, são 12 as cenas que compõem a atração. Do lado de fora do castelo, duas montanhas-russas, a Voo do Hipógrifo, e o Desafio do Dragão, que já existe.

Quer mais? Vão vender cerveja amanteigada no parque e também vai ser possível enviar cartas pelo correio coruja!!!!!!!!! A matéria completa está aqui (só para assinantes Folha ou UOL).

Confesso: eu queria ser Grifinória

Vi no Jornal do Brasil e na Folha uma notícia sobre “O diário de Anne Frank”, um dos livros que marcou minha adolescência. O diário dela é um dos relatos mais famosos sobre a Segunda Guerra Mundial. Na casa onde ela se escondeu dos alemães na cidade de Amsterdã, na Holanda, hoje funciona um museu dedicado a ela. Daí que todos os diários – manuscritos e conservados – de Anne Frank foram entregues a este museu e estão expostos para quem quiser ver.  Segundo o JB, 1 milhão de pessoas visitam o museu anualmente e o livro já teve mais de 35 milhões de exemplares vendidos no mundo. Leia toda a notícia aqui.

Para terminar, uma notinha do blog Gibizada. Os livros (clássicos) “O médico e o monstro”, “Drácula”, “Frankenstein”, “Os três mosqueteiros” e “O homem da máscara de ferro” ganharam versões em quadrinhos, lançadas pela Companhia Editora Nacional. Além da história transformada em quadrinhos o livro traz um texto que contextualiza a obra. Veja mais no blog.

A maior parte destes livros também foi transformada em filmes. “O homem da máscara de ferro” foi filmado com Leonardo di Caprio no papel principal. Lançado depois de “Titanic”, levou muitas fãs dele ao cinema para conhecerem a obra de Alexandre Dumas (ã-hã).

Vários filmes sobre Drácula também foram feitos. Gosto muito do filme clássico, com o ator Bela Lugosi, e já vi também o “Drácula de Bram Stoker”, do Francis Ford Coppola. Vi numa aula de cinema também uma versão em espanhol que aproveita o cenário do filme do Lugosi, que é bem engraçada. Como a gente vive dizendo aqui, ver filmes também é uma ótima mandeira de conhecer histórias de livros.

Adoro esse nome: pleonasmo. Tanto quanto gosto de onomatopéia. Acho os dois difíceis de falar, meio trava-línguas, mas acredito que definem bem o que ele querem dizer. Claro que quadrinhos sobre pleonasmo iam me chamar atenção, né?

Todo mundo usa um pleonasmo de vez em quando. Adoro brincar com o “plus a mais” e  já levei uma puxada de orelha por causa do “balança de precisão”. Polícia adora dizer que “foram apreendidas drogas e uma balança de precisão”, mas como bem explicou o meu editor na época, “toda balança é precisa, oras, e, se não for, não serve pra nada”.

E acho que uma outra característica do pleonasmo – e da nossa língua como um todo – é essa: só depois que alguém te chama atenção para o “erro” é que você percebe que ele tava ali. Imagino que ir à exposição “Menas: o certo do errado, o errado do certo” , sobre a qual a Lívia postou, deve revelar vários outros.

Vi os quadrinhos no Trabalho Sujo. Outras tirinhas da Chiquinha estão aqui.

Sexta-feira, dia 23, estreou o filme Alice, do diretor Tim Burton. Ele fez um filme inspirado no livro de Lewis Carroll, com uma Alice já crescida voltando ao País das Maravilhas.  A estréia é o ponto culminante de iniciativas diversas que se estenderam por meses. Alice se espalhou por todos os tipos de produtos, lugares, no mundo todo. Quer ver?

Bolinhos decorados, os cupcakes, inspirados no filme. Tem o Chapeleiro Maluco, o relógio do Coelho, o baralho e o do gato, que não está na foto.

Ensaios fotográficos subaquáticos (as outras fotos, lindas, estão aqui).

Bonecas de um bonequeiro famoso, que imaginou Alice ruiva.

Jóias inspiradas nos personagens entre outras demonstrações de luxo e de outros objetos.

Mas eu prefiro as homenagens relacionadas aos livros. Como essa aqui, em que a artista inglesa Su Blackwell esculpiu um pouco da história.

O iPad, novo lançamento da marca americana Apple, ganhou uma versão do livro desenhada para ele. Ela foi muito comentada na semana passada em vários sites de literatura e tecnologia e saudada como uma das novas formas impressionantes e inovadoras de contar histórias a que vamos ter acesso.

Como eu ainda vou demorar a ter um iPad, me interessou mais a notícia de que a Biblioteca Britânica digitalizou os manuscritos originais de “Alice no país das maravilhas”, e que eles estão disponíveis na rede para quem quiser ver e ler o presente entregue por Carroll à menina que inspirou tudo, Alice Liddell.

A própria criação do manuscrito merece ser contada. Lewis Carroll criou a história num dia de verão para entreter três crianças, filhas do reitor da sua escola. Alice, de 10 anos, foi a que mais gostou, e pediu que ele registrasse tudo num livro. Algum tempo depois, a menina recebeu o manuscrito de 90 páginas e 37  ilustrações. O livro que conhecemos e foi publicado depois é uma versão aumentada desse presente para a garota, sendo que as referências diretas à família foram suprimidas, dois novos capítulos adicionados e as ilustrações foram feitas por John Tenniel.

Algum tempo depois, Alice Liddell teve que vender o manuscrito num leilão. Ele ficou por muito tempo nas mãos de um colecionador americano e, em 1948, foi doado à Biblioteca Britânica por um grupo de americanos em reconhecimento ao papel do povo britânico na Segunda Guerra Mundial. Sorte de todos nós, que agora podemos conhecer a história que a Alice real conheceu. Está em inglês, mas mesmo se você não entender a língua o site vale a visita, pelo menos para conhecer o manuscrito, ver as figuras desenhadas pelo Lewis Carroll e sua letra.

Uma das páginas digitalizadas do livro

Para terminar, queria deixar o link do livro em português para download, mas não consegui encontrar! Se alguém souber, divide com a gente nos comentários. No Domínio Público e no Projeto Gutenberg você encontra versões em espanhol, italiano, inglês e alemão, além de outros livros do autor.

O Museu da Língua Portuguesa em São Paulo é coisa linda demais.

Fui na exposição de inauguração do museu, 4 anos atrás, e continuo indo lá toda vez que passo por SP. Agora que moro aqui tá mais fácil – e fica a dica: entrada grátis aos sábados! (nos outros dias, 6 reais, 3 pra crianças, estudantes, professores de escolas públicas e maiores de 60 anos)

A exposição que está rolando lá agora é a Menas: o certo do errado, o errado do certo, que aponta os erros linguísticos mais comuns cometidos pelas pessoas, e, ao mesmo tempo, mostra a causa desses erros, além de discutir a amplitude e criatividade da língua.

O legal do museu é que ele faz todo esse bla bla bla teórico virar uma coisa linda e legal de ler e entender. Olha como é a primeira sala da exposição:

Nessa sala, se você olhasse pelo furo no papel preto dá pra entender a frase que se forma pelas palavras, tipo assim:

Em outra sala, tem uma parede gigante com frases com erros comuns da nossa vida – e explicando pq eles são errados. É uma parede megalinda e tinha muita muita gente na frente dela quando fui lá semana passada:

Aí tinha também uma instalação de vídeo MUITO bacana, com uma atriz fazendo o papel de 5 tipos norma do português, uma em cada vídeo, os 5 sincronizados pra aparecer que elas conversam entre si. Com o nome de ‘Norma, a Camaleoa’, a atriz faz o encontro no banheiro do museu da norma gramatical, norma lexical, norma semântica e norma discursiva, que discutem entre si enquanto retocam a maquiagem.

(esse não tirei foto porque era um espaço muito escuro)

A gente passa também por umas instalações com textos em português “falado”, entre outros tipos, retirados de livros, músicas, poemas… tudo com representações e jeitos bonitos de mostrá-los. Muito legal também.

E aí, no final, saindo da exposição, um corredor com depoimentos de famosos sobre os usos da língua e diversas placas com erros ortográficos e dizeres populares:

(essa foi a placa que eu maaais gostei!)

Além da exposição temporária, a permanente também vale demais a visita! E a instalação gigante que fica no 3o andar é tipo.. incrível. Já fui 4 vezes e não me canso. Pra ter uma ideia: são 4 projetores gigantes apontados pro teto do museu, que é piramidal. E eles projetam poemas visuais enquanto pessoas recitam poemas e textos da literatura em português. É lindo mesmo! E infotografável e indescritível.

Pra quem se interessou:

O Museu da Língua fica em São Paulo, na Estação da Luz.

A exposição ‘Menas’ fica por lá até o dia 27 de Junho

Abre de terça a domingo de 10h às 17h.

Ingressos a 6 reais (exceto sábados, que é entrada livre). Crianças, idosos, estudantes e professores de escolas públicas com comprovante pagam meia entrada.

Mais informações, http://www.poiesis.org.br/mlp/index.php

Mais cedo eu contei como funciona o Storybird, um site para contar histórias de forma colaborativa. Agora posto a entrevista que fiz com Mark Ury, um dos criadores do site. Ele contou que, da história que ele fez com o filho até o lançamento do site, se passaram 10 anos. Dentro desse tempo, o planejamento do site durou 3 anos, e agora ele e Kaye Puhlmann, co-fundadora e sócia, operam o site em versão beta. Lendo a entrevista você vai perceber que o site abre diversas possibilidades para ler e escrever mais.

Revista Livro – Como você definiria o Storybird? É apenas contar histórias de forma colaborativa?

Mark – Essa é a maneira mais fácil de descrever o site. Mesmo se você trabalha sozinho, você está colaborando silenciosamente com um artista, já que você cria uma história a partir das imagens dele. Quando você compartilha seu trabalho, recebe feedback dos leitores e cria mais histórias, o círculo colaborativo se torna maior. Escritores, amigos, famílias, professores e estudantes influenciam seu trabalho e a maneira como você se aproxima das suas idéias. Essa rede é uma parte importante de como as pessoas se inspiram e encontram energia para criar, compartilhar e comentar.

RL – O site foi planejado para  famílias e artistas, mas eu li no blog alguns comentários de pessoas que usam o site em aulas e outras situações. Algum uso novo do Storybird o surpreendeu? Você criou alguma ferramenta nova baseado nos usos novos dados pelo público na qual não tinha pensado antes?

Mark – O uso em sala de aula não nos surpreendeu, mas a rapidez com a qual as escolas se concentraram no serviço nos surpreendeu. Nós temos milhares de professores de mais de 100 países usando o Storybird em 115 línguas diferentes (mesmo que o site esteja apenas em inglês). Como resultado, ferramentas que tínhamos planejado lançar para salas de aula mais para frente este ano foram antecipadas para suprir a demanda.

A outra surpresa (agradável) foi a gama de pessoas usando o Storybird. Nós experávamos que nosso público principal fosse de crianças de 5 a 9 anos de idade. Mas, na verdade, atingimos de bebês a adolescentes. Temos crianças que ficam ao teclado com seus pais e adolescentes que escrevem romances e ficção científica para compartilhar com os amigos. Os adultos também nos surpreenderam. Além de mães e pais temos centenas de aspirantes a escritores para crianças e jovens adultos usando o site para testar o que escrevem, criar sua base de fãs e exercitar os músculos criativos entre projetos mais longos.

RL – E qual é a sua Storybird preferida?

Mark – Meus autores preferidos são Plateau e TheSundayBest. Dois dos meus livros favoritos escritos por eles são:

RL – De onde são os leitores e escritores de fora dos EUA? Existem brasileiros?

Mark – Cinquenta por cento dos nossos visitantes são dos EUA. Um quarto vem do Reino Unido, Austrália e Canadá. Outro um quarto vem da Europa, Ásia e América do Sul. Nós esperamos que isso mude no próximo ano, quando vamos disponibilizar versões em Espanhol, Português, Alemão, Sueco, Hindi e Mandarim. E, sim, o Brasil é o oitavo país que mais nos visita. Brasília!

RL – O que vocês esperam atingir com o Storybird? Como vocês gostariam de ver o site em algum tempo?

Mark – A Kaye Puhlmann costuma dizer, brincando, que ela gostaria que o Storybird se tornasse a consciência coletiva das famílias de todo lugar. Para chegar lá, nós vamos precisar nos tornar uma plataforma poderosa para artistas – eles são o combustível da nossa visão e imaginação. Nós estamos no caminho, mas ainda somos bebês. Temos que andar antes de podermos correr.

RL – E quais são os próximos projetos para o Storybird?

Mark – Nós vamos lançar contas específicas para aulas e professores em algumas semanas. Os usuários vão poder imprimir a partir de junho (os livros ficam lindos!) e outras novidades chegam no final do verão (inverno no Brasil). Enquanto isso, vamos lançar nossas versões para iPod e iPad e, no outono (primavera do Brasil) nós vamos lançar uma série chamada “Desafios” – uma competição mensal de escrita.

Esse é o Mark, um dos criadores do site

Entre outras coisas muito legais, o Mark contou algumas histórias sobre os usuários do site. Gostei de saber que crianças que não tinham acesso a livros e bibliotecas estão aproveitando o site para ler e escrever em países e cidades pobres. Além disso, crianças e adolescentes que não tinham hábito de ler ou escrever estão encontrando prazer nessas atividades.

Como acredito que você vai se animar a conhecer e usar o site, compartilho a “manha” para você receber e compartilhar suas histórias em português. Quando terminar de escrever sua história e salvá-la, escolha a opção “Send to a friend” (enviar para um amigo). Envie essa história para você mesmo, no seu endereço de email. Você vai receber uma mensagem contendo uma imagem da capa do seu livro e um link privado, especial, da sua Storybird, que você pode compartilhar com outras pessoas. É isso que fazem os usuários desse wiki aqui, que pode te ajudar muito a aprender outras línguas. Não se esqueça de compartilhar suas histórias conosco, hein?

Neste dia mundial do livro, um desejo geral me vem à cabeça: que todo mundo possa ler e contar mais histórias. Contar histórias é comportamento inato da nossa espécie, é algo que fazemos desde a idade da pedra e estamos aprimorando desde então.

Existem vários jeitos de fazer isso, e imprimir palavras em papel é apenas um dele. Você pode ter acesso a uma história dessa maneira tradicional, por meio de um livro. Ou pode conhecer novas oralmente, como quando sua mãe te contava histórias antes de dormir. Pode usar meios mais modernos, como os audiobooks, os e-books, os tweets. E hoje temos suportes diferentes para as histórias impressas, como os Kindles e Ipads. Até o jeito de contar sua história vem mudando. Já é possível fazer pequenas tiragens de livros, espalhar sua história diretamente na internet, gravar em áudio… são muitas possibilidades! Por isso, meu desejo é que você tenha acesso a cada vez mais histórias a partir de hoje.

Mas não vou ficar só no desejo. Aproveito a data para começar a compartilhar com você algumas dessas possibilidades que conheço. E, claro, espero que você compartilhe conosco as formas que você conhece também. Vou começar por um site que conheci há pouco tempo e que permite que você crie e disponibilize sua própria história em formato de um livrinho virtual.

Tudo começou assim: o Mark chamou o filho dele para fazer um presente para a esposa. Eles resolveram criar, à mão, um livro. Escreveram, desenharam, ilustraram e geraram um presente único, que compartilhava um valor de família. Alguns anos depois, o Mark teve um clique: que tal expandir essa experiência para outras pessoas, por meio da internet? Surgiu assim o Storybird, um site para contar histórias de forma colaborativa.

Foto do livro feito por Mark e seu filho, que inspirou a criação do site

É muito fácil usar: você entra no site e escolhe a opção “começar uma Storybird agora”. Aí ele abre uma página para a criação do seu livro e te dá várias opções de ilustrações e layouts para cada página nova. Você vai combinando os dois de acordo com a história que quer contar e vai escrevendo o texto. Quando seu livrinho virtual estiver pronto, é só publicar. Se for em inglês, a história é compartilhada no próprio site para todos os usuários da internet lerem e todo mundo que tem conta no Storybird poder comentar. Se for em português, o livro não vai ser compartilhado no site, mas você pode pedir para receber o link da história e enviar para todos os seus amigos, parentes, conhecidos…

Deu pra perceber que o Storybird permite vários usos, não é? Tem gente que conta a própria história, gente que compartilha histórias de família, gente que usa para treinar o inglês, gente que escreve livro de amor para o namorado e por aí vai. Na semana passada, o Mark Ury, um dos criadores do site, conversou comigo por email falando um pouco mais sobre o site e as novidades que eles estão preparando. Essa segunda parte vem amanhã, assim que eu terminar de traduzir a entrevista. Enquanto isso, acesse: www.storybird.com .

A página inicial do site tem essa cara

PS: Desculpa esfarrapada clássica de quem não sabe gerenciar o próprio tempo: “como eu ainda não dormi, não considero que mudou o dia”. Digamos que este post está no dia 23.

Hoje, 23 de abril, é dia mundial do livro (e dos direitos do autor). Vamos publicar um outro post sobre isso mais tarde, mas passei aqui rapidinho para dar algumas dicas de coisas legais que estão acontecendo hoje:

Livraria Cultura e dia do Livro

A minha livraria preferida, tanto online quanto física, também tem um blog muito legal. Hoje toda a equipe de blogueiros vai postar falando dos livros que mais gosta, colocar vídeos relacionados, listas, depoimentos entre outros conteúdos. A ação continua no Twitter. Eles estão chamando todo mundo a mudar seu avatar pela capa do seu livro predileto ou uma imagem que fale sobre ele. Aproveite e dê sua indicação, adicionando ao tweet a hashtag #diadolivro. Passa lá, quem sabe você encontra uma boa sugestão, disponível na biblioteca mais próxima?

Jorge Luis Borges

Hoje, em São Paulo, o Instituto Cervantes e a editora Compahia das Letras realizam uma jornada de leitura,  em português e espanhol, de obras do escritor argentino. São contos, ensaios e poemas  lidos por  voluntários e com duração de 10 minutos cada. Há também algumas personalidades convidadas, apresentações musicais e sorteio de livros. O evento vai das 9h às 21h. Veja outras informações aqui.

Estante Virtual

O site que reúne sebos de todo o Brasil está com uma promoção incrível! Desde o início do mês de abril, o site lançou um desafio aos livreiros cadastrados no site: disponibilizar 3 milhões de livros com custo máximo de 12 reais. Dia 20/04 essa meta foi alcançada, e hoje você tem a opção de procurar um livro que te agrade por até 12 reais + frete. Tire uns minutinhos pra buscar, o site tem muitos livros legais, em bom estado de conservação e muitas edições esgotadas também. O endereço é esse aqui.

São Jorge de Livros e Rosas

Por fim, repito aqui a dica que já coloquei essa semana, só pra lembrar. É hoje, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Troque um livro por uma rosa, curta o resto da programação e ajude a abastecer as bibliotecas comunitárias de BH. A partir das 18h na Praça. É gratuito.

Informações: (31)3261-1501 ou veja toda a programação aqui.

É isso. Mais tarde a gente volta com nosso post especial. Desejo muitos livros pra você, hoje e pelo resto do ano (e dos próximos).

Meu lugar preferido para ler é na cama, de preferência logo antes de dormir. Faz parte do relaxamento pré-sono. A conseqüência desse hábito é que tenho alguma dificuldade para ler sentada, no ônibus, no computador.

Ler na cama tem vantagens, como o conforto, a tranqüilidade (geralmente ninguém te atrapalha quando você vai para o quarto e fala que vai dormir), o quentinho. A desvantagem é que é bem fácil pegar no sono e nem marcar a página do livro. Se bem que eu já acordei várias vezes no meio da noite com luzes acesas e braço dormente segurando o livro aberto.

Hoje, feriado, aproveitei um pouquinho para ficar quietinha com os livros. Aí lembrei desse produto que tinha visto há algum tempo. Divido com você a título de curiosidade (e um post curtinho me permite curtir os livros mais tempo).

Pensando naqueles dias frios, em que dá aquela preguicinha de ficar com os braços e os dedos de fora das cobertas, a designer de moda espanhola Andrea Ayala Closa desenhou esse cobertor. A manga cobre os braços e os dedos das mãos, acabando com o frio.

Presta atenção no detalhe do dedinho...

Essa abertura no indicador foi o que mais me divertiu! Nada de falta de sensibilidade nos dedos para passar as páginas! Mas, mesmo assim, meio esquisito pra usar, né? Ainda fico com as minhas gambiarras para me enrolar no cobertor e ler na cama mesmo nos dias frios…

Exposição “Obras de Lobato”

Quase deixei passar em branco! A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte está com uma exposição dedicada ao autor até o dia 30 de abril. Segundo o site da Prefeitura de BH, a mostra conta com livros, revistas em quadrinhos e bonecos para contar a história do escritor. A entrada é gratuita.

Endereço: Rua Carangola, 288, Bairro Santo Antônio.

Até dia 30 de abril. De segunda a sexta das 9h às 17h30. Sábado e domingo, das 9h30 às 12h15.

Informações: (31)3277-8651

São Jorge de Livros e Rosas

A Lívia participou do evento no ano passado e contou aqui no blog (o post conta toda a história da data). Todo dia 23/04, Dia Mundial do Livro, o pessoal do Projeto Sempre um Papo repete na Praça da Liberdade uma tradição espanhola: trocar livros por rosas. O mote deste ano vai ser “Amigos de São Jorge e o que eles fazem para preservar o meio ambiente”. Vale a pena dar uma passadinha por lá e doar o seu livro, que depois vai ser encaminhado a uma biblioteca comunitária de BH. É uma boa oportunidade de mais gente ler aquele livro guardado no armário…

Dia 23/04 a partir das 18h na Praça da Liberdade. É gratuito.

Informações: (31)3261-1501 ou veja toda a programação aqui.

Foi o Faustão que me lembrou no domingo, introduzindo as videocassetadas, que dia 19/04 (ou seja, ontem) é Dia do Índio. Vem aí um misto de post de datas + “direto do túnel do tempo”: algumas leituras que fiz e que falam, de alguma forma, de índios. Mas olha, nenhum deles é um guia para entender a questão indígena brasileira, são apenas boas obras de ficção.

1993 – 7 anos – Papa Capim

Estava no 3º período e aprendi a ler e escrever. Finalmente conseguia ler as revistinhas da Turma da Mônica sozinha. Podia até ler para a minha mãe! Conheci o Papa Capim, indiozinho que morava na floresta, fugia da onça, buscava água no rio para a mãe. Mais crescidinha, dá pra ver que Papa Capim fala bastante de meio ambiente, preservação e tal. Ou seja, é uma ótima opção para presentear seu irmão mais novo.

1996 – 10 anos – Os Astecas

Eu gostava das aulas de Ciências Sociais e estava visitando uma livraria com a minha mãe quando encontrei “Os Astecas”. Comprei por causa da capa e das ilustrações. Li rapidinho, fascinada com as histórias e crenças de uma civilização avançada e já desaparecida. Os artefatos, a religiosidade, a organização da cidade e, por fim, a queda do imperador Montezuma atiçaram minha curiosidade. Foi um livro que revisitei muitas vezes e que guardo no armário-biblioteca com carinho.

* Não achei a capa dele na internet e estou sem câmera para fotografar o meu. =[

2002 – 16 anos – Iracema

Eu sei, você vai dizer: “o quê? Ela tá me indicando Iracema? Aquele livro chato da aula de literatura?”. Pois é, estou. Iracema costuma ser o primeiro contato que temos com um clássico nacional, José de Alencar*. Não é meu livro preferido dele, gosto muito mais de “Encarnação”. Mas é um daqueles livros importantes de se ler para conhecer, saber se gosta ou se não gosta e poder dar opiniões com conhecimento de causa.

* #ficadica: Não confunda o José DE Alencar, escritor, com o José Alencar, nosso atual vice-presidente da república. É fácil, fácil fazer isso (e se você cometer esse erro na frente daquele tio que gosta de política, vai pegar bem mal…).

2004 – 18 anos – Nove Noites

Medo de livros de vestibular acho que todo mundo tem. Eu tinha, enorme. Diziam nos corredores que a UFMG só escolhia livro chatérrimos, encalhados. Minha má-vontade era enooooorme. Enrolei muito até pegar “Nove Noites”. Já estava sem escolhas: era ele ou Joaquim Nabuco. Quando finalmente comecei, o texto do Bernardo Carvalho me pegou que nem jogo da seleção. Que livro! Devorei os mistérios, me envolvi totalmente com a história e adorei a estrutura do texto, que nunca tinha visto ser usada daquela forma. Acho que, se você estiver por volta da minha idade nessa época, corre aquele risco ótimo de gostar. Guardei o livro com carinho depois que passou o vestibular e agradeço até hoje à UFMG por ter me apresentado o Bernardo Carvalho. E ao Bernardo também, por 5 motivos: escrever um livro legal, que dá vontade de ler, que eu entendi, que caiu no vestibular e que me ajudou a entrar no curso de jornalismo. =D

* “Nove Noites” já tem edição de bolso. E, por causa do vestibular da UFMG, é facilmente encontrado nas bibliotecas de MG. Tá fácil, fácil de ler.

E você? Tem alguma indicação?

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