Foi o Faustão que me lembrou no domingo, introduzindo as videocassetadas, que dia 19/04 (ou seja, ontem) é Dia do Índio. Vem aí um misto de post de datas + “direto do túnel do tempo”: algumas leituras que fiz e que falam, de alguma forma, de índios. Mas olha, nenhum deles é um guia para entender a questão indígena brasileira, são apenas boas obras de ficção.

1993 – 7 anos – Papa Capim

Estava no 3º período e aprendi a ler e escrever. Finalmente conseguia ler as revistinhas da Turma da Mônica sozinha. Podia até ler para a minha mãe! Conheci o Papa Capim, indiozinho que morava na floresta, fugia da onça, buscava água no rio para a mãe. Mais crescidinha, dá pra ver que Papa Capim fala bastante de meio ambiente, preservação e tal. Ou seja, é uma ótima opção para presentear seu irmão mais novo.

1996 – 10 anos – Os Astecas

Eu gostava das aulas de Ciências Sociais e estava visitando uma livraria com a minha mãe quando encontrei “Os Astecas”. Comprei por causa da capa e das ilustrações. Li rapidinho, fascinada com as histórias e crenças de uma civilização avançada e já desaparecida. Os artefatos, a religiosidade, a organização da cidade e, por fim, a queda do imperador Montezuma atiçaram minha curiosidade. Foi um livro que revisitei muitas vezes e que guardo no armário-biblioteca com carinho.

* Não achei a capa dele na internet e estou sem câmera para fotografar o meu. =[

2002 – 16 anos – Iracema

Eu sei, você vai dizer: “o quê? Ela tá me indicando Iracema? Aquele livro chato da aula de literatura?”. Pois é, estou. Iracema costuma ser o primeiro contato que temos com um clássico nacional, José de Alencar*. Não é meu livro preferido dele, gosto muito mais de “Encarnação”. Mas é um daqueles livros importantes de se ler para conhecer, saber se gosta ou se não gosta e poder dar opiniões com conhecimento de causa.

* #ficadica: Não confunda o José DE Alencar, escritor, com o José Alencar, nosso atual vice-presidente da república. É fácil, fácil fazer isso (e se você cometer esse erro na frente daquele tio que gosta de política, vai pegar bem mal…).

2004 – 18 anos – Nove Noites

Medo de livros de vestibular acho que todo mundo tem. Eu tinha, enorme. Diziam nos corredores que a UFMG só escolhia livro chatérrimos, encalhados. Minha má-vontade era enooooorme. Enrolei muito até pegar “Nove Noites”. Já estava sem escolhas: era ele ou Joaquim Nabuco. Quando finalmente comecei, o texto do Bernardo Carvalho me pegou que nem jogo da seleção. Que livro! Devorei os mistérios, me envolvi totalmente com a história e adorei a estrutura do texto, que nunca tinha visto ser usada daquela forma. Acho que, se você estiver por volta da minha idade nessa época, corre aquele risco ótimo de gostar. Guardei o livro com carinho depois que passou o vestibular e agradeço até hoje à UFMG por ter me apresentado o Bernardo Carvalho. E ao Bernardo também, por 5 motivos: escrever um livro legal, que dá vontade de ler, que eu entendi, que caiu no vestibular e que me ajudou a entrar no curso de jornalismo. =D

* “Nove Noites” já tem edição de bolso. E, por causa do vestibular da UFMG, é facilmente encontrado nas bibliotecas de MG. Tá fácil, fácil de ler.

E você? Tem alguma indicação?

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