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O inglês Charles Darwin publicou, há exatos 150 anos, o livro que lançou a Teoria Evolucionista no mundo. O livro “A Origem das Espécies” é resultado de 21 anos de pesquisas e viagens do cientista. Até hoje a teoria revolucionária do séxulo XIX é questionada por aqueles chamados “criacionistas” (que acreditam que o homem foi criado a partir do barro por Deus), ainda que a maioria das pessoas leve muito a sério o “evolucionismo” e a Seleção Natural.
O caderno mais! da Folha de São Paulo publicou este sábado uma série de tirinhas do quadrinhista e biólogo Fernando Gonsales – aquele que faz o Níquel Náusea, sabe? – contando um pouco sobre esse extenso e complexo livro.
A gente aqui do blog scaneou pra vocês que não puderam comprar o jornal ou querem reler as tirinhas, que são muito engraçadas, aliás.
Estão abaixo, basta baixar pra vê-las maiores
“Um país se faz de homens e livros”. A famosa frase de Monteiro Lobato é muito bonita, mas nem sempre é levada à sério. Duvido que o pessoal da prefeitura de Medellín, na Colômbia, conheça o grande autor infanto-juvenil brasileiro, criador da Narizinho e da boneca Emília, mas eles parecem ter levado essa frase ao extremo.
Em 2003, a prefeitura passou por uma série de reformas arquitetônicas drásticas que visavam diminuir fortemente a violência. Como? A peça central das reformas era a construção de bibliotecas.
Parece loucura, já que no nosso país a violência é combatida com armas potentes de destruição, mas, segundo o jornal espanhol El País, desde 2003 a violência em Medellín reduziu em 75%!

Poderíamos até pensar que Medellín é uma cidade pequena, já pouco violenta, europeizada.. mas não. Um dos bairros mais violentos da cidade, onde hoje há uma biblioteca-parque com brinquedoteca para crianças, salas com internet e um espaço de memória para a terceira idade, sofreu tanto com a violência nas ruas em 2002 que o exército colombiano teve que intervir (assim como acontece no Rio de Janeiro, sabe?) e ajudar a polícia local.
O Programa Medellín ganhou no mês de março o prêmio City to City Barcelona FAD Award, outorgado pelo Fomento das Artes e Design a iniciativas que transformam uma cidade.
Ficou curioso? Dá pra treinar o espanhol e entrar no site da Rede de Bibliotecas de Medellín. Tem uns joguinhos lá, mais informações, projetos que a rede tem…
Red de Bibliotecas
É possível ler também uma matéria grandona feita pelo El País aqui e um artigo, traduzido pro português, avaliando a iniciativa Mudanças em Medellín.
O livro “Instantes de Amor e Ódio” é o primeiro de conteúdo dinâmico do mundo.
O que isso significa? Significa que a cada segundo ele aumenta de tamanho. Toda vez que frases de amor ou de ódio são digitadas no Twitter, nasce um novo conteúdo do livro.
A cada semana, 200 novos sentimentos reescrevem o livro, já que ele é composto por 200 frases virtuais dispostas em 200 páginas impressas em código. As frases são conectadas às páginas através de qr codes espalhados pela cidade. Qr codes? São códigos 2d que só podem ser lidos através do celular.

Qr code do Instantes de Amor e Ódio num poste em São Paulo
Cada código está conectado a um link na internet, que escolhe, ao acaso, outra frase a cada semana.
Para ler o livro, você pode comprar as 200 páginas de código ou procurar por eles na cidade (por enquanto parece que só há adesivos em São Paulo). Para ler os códigos, é preciso ter um celular com câmera e baixar gratuitamente um leitor de qr code, se o aparelho já não vier com um instalado.
Qualquer um pode doar frases através do Twitter, basta seguir o coletivo criador da parada, o C.A.O.S. Coletivo de Amor e Ódio em Segundos.
A idéia do livro está disponível no amoreodio.org e o making off pode ser converido no blog deles, o www.caosmakingoff.blogspot.com
Mais fotos de qr codes no flickr do projeto: flickr.com/photos/amoreodio
Este vídeo é uma adaptação dos primeiros trechos do livro Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez – a capa do primeiro número da Revista Livro!
É engraçado porque mistura desenhos feitos no caderno com imagens coloridas estáticas, mas bem interessantes.
A narração está em espanhol, mas você pode ler junto com o livro em português no colo.
É oficial: o Governo Federal está investindo pesado em bibliotecas públicas. Até Julho, todos os municípios do país terão ao menos uma biblioteca, seja ela municipal ou em escolas públicas. Atualmente, 331 municípios ainda não têm qualquer tipo de biblioteca.
Em Maio e Junho os últimos municípios vão receber os Kits Biblioteca: 2 mil e 500 livros, equipamentos eletrônicos e mobiliário. E no dia 25 de Julho será o Dia D da Leitura em todo o Brasil.

O chocante é que em alguns municípios a prefeitura diz não ter interesse em receber uma biblioteca. “Como eles têm que ter o espaço, além de criar a biblioteca, alguns prefeitos têm resistência. Eles não consideram que seja um equipamento importante para a cidade”, diz o coordenador de Articulação Federativa do Programa Mais Cultura, Fabiano dos Santos em entrevista à Agência Brasil. Quem mora em uma cidade sem biblioteca pode entrar em contato com o ministério da Cultura para informar a situação pelo site.
Mas será que só a criação de uma “coleção de livros” garante que vamos nos tornar um país de leitores?
Rá, não é tão simples assim.
Mas ter um lugar para guardar e emprestar livros para a população é um primeiro passo.
Biblioteca sem gente é banquete pra traças, nada mais. O que nós vamos fazer com as nossas bibliotecas? E o que o Ministério da Cultura (que estabeleceu a meta de uma biblioteca ao menos em casa um dos 5,562 município do Brasil) vai fazer quando a meta se cumprir?
O Twitter já saiu na Época (dá pra ver pedaços da matéria aqui, já tem vídeos explicativos (como este), ganhou voz em mil outros meios de comunicação e até salvou uma vida essa semana (a Demi Moore é uma twitteira assídua e que salva vidas online).
Todos estão procurando maneiras de utilizar o twitter e o escritor Cláudio Soares resolveu twittar um romance! Desde o dia 1º de abril, seu romance Santos Dumont Número 8 (Universo dos Livros, 2006) é uma série de tweets diários e frenéticos adaptados do romance original – impresso em papel todo normal mesmo. Outras mídias, como som e imagens, que podem ser conferidas no blog dele.
O livro pode ser lido de diferentes formas: sequencial ou hipertextualmente, seguindo os “links” ao final de cada capítulo, e ainda a partir das citações que iniciam cada capítulo.
O que você acha disso?
Siga o autor no Twitter e confira o experimento: @sd8
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Atualização do post:
Para ficar mais fácil acompanhar o que têm feito os personagens, dá pra acompanhar o perfil de todos eles ao mesmo tempo no site Crowd Status.




