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A nossa prateleira de Pixels vai ficar mais gordinha hoje com uma obra que eu amo muito:
O Mercador de Veneza, de William Shakespeare.
(capa de um Mercador de Veneza antigo em inglês)
Pode ser muito cliché, mas… eu tipo… AMO Shakespeare! Ele conseguiu reunir em sua vasta obra de peças teatrais todos os tipos de comportamentos humanos, desde os mais perversos aos mais simpáticos.
E sabia escrever um dramalhão como ninguém.
Algumas peças são novelas mexicanas prontas, outras estão feitas para uma superprodução hollywoodyana com todos os efeitos especiais e o Johnny Depp – ou o Robert Pattinson – no papel principal.
E eu nem falei dos sonetos, que são muito bacanas e bonitos, alguns feitos sob medida pra mandar pro namorado, outros pra sofrer uma dor debaixo do travesseiro.
Quem foi Shakespeare?
Escritor inglês do século XVI, viveu durante o reinado da famosa Rainha Elisabeth. Nessa época, as mulheres das peças eram representadas por homens (!).
Outra curiosidade: Shakespeare nasceu e morreu no mesmo dia: 23 de abril (meu aniversário! Mas ele nasceu quando o calendário usado na época era o Vitoriano e morreu quando ele já era como é hoje, Gregoriano. Isso significa que ele não morreu exatamente 52 anos depois de seu nascimento). Esta é uma das razões para o Dia Mundial do Livro ser neste dia.
Ao todo, existem 38 peças de teatro atribuídas a Shakespeare. Elas são divididas em Comédias (com final feliz, não necessariamente engraçadas), Tragédias (com final triste, Romeu e Julieta, por exemplo) e Históricas (que recontam a história inglesa).
Ele ainda possui 6 livros de poemas (os Sonetos são meus preferidos), duas peças conhecidas como “Peças Perdidas”, pois não estão reunidas no First Folio, primeiro livro publicado com seu trabalho para o teatro e as tais Peças Apócrifas (11 ao todo), que não são consenso se foram escritas por ele ou não.
Mercador de Veneza
Parte do trabalho de Comédias, é um livro bastante divertido, ainda que não seja muito engraçado.
Uma adaptação bem legal foi feita em 2004, com Al Pacino no elenco. O trailler do filme explica bem sobre o que se trata o livro:
A obra escrita tem bem mais romance que o filme. E o preconceito, na minha opinião, é bem mais pesado no filme. Coisa dos judeus donos de Hollywood. Então vale a pena ler e assistir pra comparar e concordar comigo ou não ;)
Dia 23 de abril, foi o Dia Internacional do Livro e dos Direitos de Autor.
A comemoração vem de uma coincidência mórbida: nesse mesmo dia, em anos diferentes, morreram dois gigantes da literatura espanhola e inglesa: o romancista Miguel de Cervantes (que escreveu Dom Quixote) e o dramaturgo William Shakespeare (escreveu Romeu e Julieta, Sonho de uma Noite de Verão, Hamlet, etc, etc etc).
Dia 23, é tradição na Espanha trocar livros por rosas. Isso se dá porque o dia do livro se mistura com o dia de São Jorge, também comemorado dia 23 de Abril. São Jorge, que é o orixá Ogum no candomblé e que faz essa festa de livros pegar cor e muita música.
Dá pra saber um pouco mais dessa história aqui.
Em Belo Horizonte, alguns lugares comemoraram: o evento “São Jorge de Rosas e Livros”, promovido pelo projeto Sempre um Papo na Praça da Liberdade, foi divulgado no Jornal do Ônibus.
Quando passei por lá às 19h, muitos livros já haviam sido trocados e estava acontecendo uma apresentação de dança bem divertida.
(dia 23 de abril é também meu aniversário! Será que é por isso que gosto tanto de ler? E tenho o cabelo rosa? hmmmm…)
Nota:
Shakespeare não é tão lembrado nesse dia pois na sua época ainda vigorava o calendário Juliano e não o Gregoriano, então os dias do ano de sua época não eram marcados como são hoje. Mas divergências de calendário à parte, é interessante ressaltar que, além de ter morrido dia 23, ele também nasceu nesse dia!
A Marina Borges produziu uma série de matérias-teste para a Revista Livro ano passado. Elas foram escritas baseadas nas diretrizes que queremos para a Livro e diagramadas pela Angela Bacon, também já pensando no visual da Livro quando ela ficar pronta. Tudo ainda é tentativa e risco… mas podem ser baixadas em pdf aqui:
Conde Drácula – perfil do Senhor da Transilvânia
Amor Impossível – Romeu e Julieta nos cinemas
Entrevista com Marçal Aquino – escritor de A turma da rua Quinze
Quando Machado encontra Rosa – dois gigantes da literatura e suas coincidências
(pode demorar um pouco para abrir – o arquivo é grande)



