O grande escritor e teórico italiano – cujos principais livros são “O nome da Rosa” e “O pêndulo de Foucault” – é um grande defensor do livro de papel. De vez em quando levanta a questão que tira o sono de bibliotecários, cientistas da computação, fabricantes de hardware e software, editoras e traças em geral: qual é a melhor forma de armazenar a informação? Os livros estão mais seguros em papel, fotografia digital, pdf ou gravados em pedra-sabão?

Em O Nome da Rosa - que, na adaptação para o cinema teve Sean Connery no papel principal - é de um romance policial na Idade Média

Em O Nome da Rosa - que, na adaptação para o cinema teve Sean Connery no papel principal - é de um romance policial na Idade Média

Neste artigo recente para o New York Times, traduzido pelo Uol, podemos entender um pouco do que o Umbertinho quer dizer.

Abaixo, algumas frases que pontuam a questão:

“Foram suportes da informação escrita a estela egípcia, a tábua de argila, o papiro, o pergaminho e, evidentemente, o livro impresso. Este último, até agora, demonstrou que sobrevive bem por 500 anos, mas só quando se trata de livros feitos de papel de trapos. A partir de meados do século 19 passou-se ao papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70 anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos 1940 para ver como muitos deles se desfazem ao ser folheados).

“Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e conservação de informações, da foto ao filme cinematográfico, do disco à memória USB que usamos no computador, são mais perecíveis que o livro.”

“É possível que dentro de alguns séculos a única forma de ter notícias sobre o passado, quando todos os suportes eletrônicos tiverem sido desmagnetizados, continue sendo um belo incunábulo. E, dentre os livros modernos, os únicos sobreviventes serão os feitos de papel de alta qualidade, ou os feitos de papel livre de ácidos, que muitas editoras hoje oferecem.”

Se correr, o bicho pega. Se ficar… também.