Livros no papel são incríveis e eu acredito com todas as minhas forças que eles nunca vão acabar.
Mas um PDFzinho pode quebrar um galho às vezes, quando a gente tem vontade de achar aquela citação legal pra colocar no orkut, no twitter, num trabalho da escola ou anotar num caderno à lápis mesmo.

Assim… não dá, ainda que alguns que tenham notebook tentem, pra levar um livro em PDF pro banheiro, pro ônibus de viagem, pra espera do dentista. Talvez até dê com esses e-readers, tipo kindle, iPad, e outros que ainda vão aparecer muitos por aí. (a Ângela fez um post no blog aqui, ó) Mas pode tentar à vontade, um dispositivo eletrônico não vai ser tão anotado, marcado, personalizado quanto as páginas de papel. E nem deve. Pelo menos na minha estante tem lugar pros dois.

Mas estou fugindo do que eu queria dizer.

É o seguinte.
Estava olhando meus autores favoritos (e alguns que conheço só um pouquinho) e fiquei com vontade de compartilhar links de uns livros deles.
Alguns são legais (já caíram em domínio público, etc) e outros são piratas, mas né? Levanta a mão quem nunca baixou um mp3 na vida ou instalou o windows sem pagar. hahaha

Aí que vou começar uma seção aqui no blog da Livro só pra isso!

Ela chama Prateleira de Pixel, porque imagens digitais são formadas por pixels, né?


Pra inaugurar a nossa Prateleira de Pixel, recomendo um livro que tá no Domínio Público mesmo! (tem que começar legalmente, hahaha)

É o Dom Quixote de la Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes. É um livro escrito lá no século XV, que conta a história de um cara que, de tanto ler, ficou maluco e resolveu que era um Cavaleiro Andante (seria o mesmo de um cara que lê quadrinhos demais achar que é o Batman e sair por aí protegendo uma Gotam City imaginária).

Ele tem duas partes, o link é pra primeira. A segunda parte foi escrita anos depois, quando o Dom Quixote já tinha tido muitas continuações não-oficiais (tipo as fanfics de hoje) e o Cervantes resolveu acabar com essa palhaçada. O Quixote até encontra com um Quixote falso no caminho, hahaha.

Ainda que a linguagem não seja a mais fácil do mundo – o livro é VELHO, né? -, é muito engraçado e diverte bastante, além de ser um livro que mil filmes e seriados já fizeram referência (a cena que o Dom Quixote acha que o moinho de vento é um gigante: é familiar?).

Pode baixar aqui neste link (o livro começa mesmo na página 14 do PDF). Ou mesmo, se quiser arriscar, é possível ler em espanhol aqui!

(nas livrarias e bibliotecas, dá pra encontrar outras traduções, adaptações de mil tamanhos, a história do Dom Quixote em quadrinhos e até o Monteiro Lobato fez uma versão que explica cada parte do livro com a Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Tia Nastácia e etc que chama “Dom Quixote das Crianças”)