Eu sempre tive curiosidade para saber o que os autores dos livros que eu leio fazem no momento de escrever. Ouvem música? Tomam café? Comem um pote de sorvete galak com bis lacta? Hoje recebi um link que satisfez algumas das minhas curiosidades. Quer ler também? Alguns interessantes estão aqui embaixo.

Marçal Aquino, autor de Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios“Escrevo literatura exclusivamente a mão, em cadernos tipo universitário, com caneta macia. Gosto da frase do Kureishi: ‘Escrevo com pau duro e caneta de ponta mole, e não o contrário’. Acho que é por aí. Se houver música, será instrumental, que letras atrapalham nessa hora. O ideal é que eu esteja sozinho e disponha do tempo que precisar, nem que seja uma ilusão.”  (PS: Já deu pra perceber que nós amamos o Marçal, né?)


Moacyr Scliar, autor de Manual da paixão solitária – “Em termos de escrever, o meu método, ou mania, ou superstição consiste em não ter método, ou mania, ou superstição. Desenvolvi minha atividade literária paralelamente a uma intensa carreira médica (primeiro clínica, depois em saúde pública), escrevia quando podia, quando dava tempo. E isso podia acontecer em qualquer lugar: numa lanchonete, esperando a comida, num hotel, no aeroporto (o laptop ajudou muito). Não preciso de silencio, não preciso de solidão, não preciso de condições especiais – só preciso de um teclado. E ah, sim, de ideias (mas diante do teclado as ideias surgem).”

Andréa del Fuego, autora de Nego fogo – “Escrevo esgotando músicas, escolho uma faixa e a ouço até que o texto termine e nunca mais consiga ouvi-la outra vez.”

Vanessa Barbara, autora (com Emilio Fraia) de O verão do Chibo – “Gosto de escrever de madrugada (porque ninguém me interrompe) e costumo mudar a fonte de tipo e tamanho na hora de reler. É para ter uma ‘visão diferente’ do texto. Às vezes também releio em pé, meio de lado – é uma mania absolutamente idiota que nunca serve pra nada. Gosto de escrever de pijama ou com a roupa mais larga possível, que eu chamo de pijama social duplo.”

Todos estão no blog do Michel Laub, na tag Escritores e Manias. Este ano ele vai publicar o depoimento de vários escritores.

Obrigada pela dica, @rodrigo_campa.