Hoje faz 18 anos que Isaac Asimov morreu. Pra lembrar a data, nosso colaborador Caio Correa enviou o texto abaixo para o blog da Livro!

Asimov! O Cara!

A melhor maneira de homenagear os 18 anos da morte de Asimov que encontrei foi escrevendo esse texto gigante, explicando por que o escritor, nascido em 1920, foi o mais importante autor de ficção científica que já existiu. Não sou só eu que acho. Ele, junto com outros dois grandes autores, foi nomeado em vida com esse título. Mas por que?

Capa da primeira edição de "Eu, Robô"

Bom, pra começar ele foi o criador do termo “robótica”. Ele escreveu as 3 leis da robótica, consideradas as leis do triângulo perfeito e os mais influentes protocolos sobre robôs na literatura e cinema, que são:

– Primeira Lei: um robô não pode ferir um ser humano ou, através da inação, permitir que um ser humano seja ferido.

– Segunda Lei: um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos exceto se tais ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.

– Terceira Lei: um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Em outros termos, Asimov foi o primeiro a observar os robôs  como passivos ao domínio humano e a construir romances focando a interrelação entre os dois, e uma sociedade que funciona tão milimétricamente bem, por conta dos cálculos e tecnologias criadas pelas próprias máquinas, que a humanidade perderia em se negar a usar esses serviços.

É básicamente prever que não se pode mais dispensar os sitemas de bancos e os computadores que controlam nossas fornecedoras de energia e até mesmo os sinais de trânsitos os gps  e gadgets em geral para realidade em que vivemos, só que isso na década de 1930!

Imagem de Divulgação do filme

O assunto para Asimov era tão seriamente escrito e estudado  que o autor acaba criando uma ciência que só existe em seus livros (mas que pode vir a surgir a qualquer momento): a pscicologia robótica. Susan Calvin, personagem do livro “Eu, Robô” (de 1950!)  é uma dessas cientistas. O filme de mesmo nome foi uma super produção de Holywood, com direito a mil explosões e robôs maus, encenado por Will Smith.

O filme e o livro são pouco parecidos… de igual mesmo ficou a representação da famosa US Robotics, que é a líder de fabricação de robôs, e as três leis da robótica.

O robô mais fofo do mundo!

Não foi a primeira vez que Asimov influenciou o cinema. O primeiro personagem com influências das 3 leis é o Robbie, o robô do Perdidos No Espaço, série que foi pra televisão no ano 1965. E depois vieram outros, como R2D2 o C3PO, do Star Wars. E até o Wall-E, esse eu tenho certeza que todo mundo sabe quem é. Produção da PIXAR do ano de 2008, é um filme fantástico. O Wall-E não foi feito para interação homem-máquina, mas acha fitas, coleciona objetos humanos que encontra, e quando tem que lidar com os humanos, o faz com uma grande bondade e ingenuidade.

Pra terminar, eu indico a vocês que leiam o “Eu, Robô”.  É um livro totalmente interessante, um dos poucos romances que, mesmo não sendo polícial como Sherlock Homes, vai exercitar seu raciocínio lógico. A gente lê e fica querendo resolver os problemas dos 3 aventureiros astronautas e cientistas, que precisam lidar com todo tipo de panes e mistérios, além da falta de oxigênio e calores infernais, robôs descontrolados e ainda entender como uma sociedade totalmente pacífica e organizada pode existir. Tudo isso na visão desse cara fantástico que é Isaac Asimov.”

Caio Correa é fã do escritor, estudante de engenharia de robozinhos, aprendiz de DJ e meu namorado ( s2 )