Neste dia mundial do livro, um desejo geral me vem à cabeça: que todo mundo possa ler e contar mais histórias. Contar histórias é comportamento inato da nossa espécie, é algo que fazemos desde a idade da pedra e estamos aprimorando desde então.

Existem vários jeitos de fazer isso, e imprimir palavras em papel é apenas um dele. Você pode ter acesso a uma história dessa maneira tradicional, por meio de um livro. Ou pode conhecer novas oralmente, como quando sua mãe te contava histórias antes de dormir. Pode usar meios mais modernos, como os audiobooks, os e-books, os tweets. E hoje temos suportes diferentes para as histórias impressas, como os Kindles e Ipads. Até o jeito de contar sua história vem mudando. Já é possível fazer pequenas tiragens de livros, espalhar sua história diretamente na internet, gravar em áudio… são muitas possibilidades! Por isso, meu desejo é que você tenha acesso a cada vez mais histórias a partir de hoje.

Mas não vou ficar só no desejo. Aproveito a data para começar a compartilhar com você algumas dessas possibilidades que conheço. E, claro, espero que você compartilhe conosco as formas que você conhece também. Vou começar por um site que conheci há pouco tempo e que permite que você crie e disponibilize sua própria história em formato de um livrinho virtual.

Tudo começou assim: o Mark chamou o filho dele para fazer um presente para a esposa. Eles resolveram criar, à mão, um livro. Escreveram, desenharam, ilustraram e geraram um presente único, que compartilhava um valor de família. Alguns anos depois, o Mark teve um clique: que tal expandir essa experiência para outras pessoas, por meio da internet? Surgiu assim o Storybird, um site para contar histórias de forma colaborativa.

Foto do livro feito por Mark e seu filho, que inspirou a criação do site

É muito fácil usar: você entra no site e escolhe a opção “começar uma Storybird agora”. Aí ele abre uma página para a criação do seu livro e te dá várias opções de ilustrações e layouts para cada página nova. Você vai combinando os dois de acordo com a história que quer contar e vai escrevendo o texto. Quando seu livrinho virtual estiver pronto, é só publicar. Se for em inglês, a história é compartilhada no próprio site para todos os usuários da internet lerem e todo mundo que tem conta no Storybird poder comentar. Se for em português, o livro não vai ser compartilhado no site, mas você pode pedir para receber o link da história e enviar para todos os seus amigos, parentes, conhecidos…

Deu pra perceber que o Storybird permite vários usos, não é? Tem gente que conta a própria história, gente que compartilha histórias de família, gente que usa para treinar o inglês, gente que escreve livro de amor para o namorado e por aí vai. Na semana passada, o Mark Ury, um dos criadores do site, conversou comigo por email falando um pouco mais sobre o site e as novidades que eles estão preparando. Essa segunda parte vem amanhã, assim que eu terminar de traduzir a entrevista. Enquanto isso, acesse: www.storybird.com .

A página inicial do site tem essa cara

PS: Desculpa esfarrapada clássica de quem não sabe gerenciar o próprio tempo: “como eu ainda não dormi, não considero que mudou o dia”. Digamos que este post está no dia 23.