Sexta-feira, dia 23, estreou o filme Alice, do diretor Tim Burton. Ele fez um filme inspirado no livro de Lewis Carroll, com uma Alice já crescida voltando ao País das Maravilhas.  A estréia é o ponto culminante de iniciativas diversas que se estenderam por meses. Alice se espalhou por todos os tipos de produtos, lugares, no mundo todo. Quer ver?

Bolinhos decorados, os cupcakes, inspirados no filme. Tem o Chapeleiro Maluco, o relógio do Coelho, o baralho e o do gato, que não está na foto.

Ensaios fotográficos subaquáticos (as outras fotos, lindas, estão aqui).

Bonecas de um bonequeiro famoso, que imaginou Alice ruiva.

Jóias inspiradas nos personagens entre outras demonstrações de luxo e de outros objetos.

Mas eu prefiro as homenagens relacionadas aos livros. Como essa aqui, em que a artista inglesa Su Blackwell esculpiu um pouco da história.

O iPad, novo lançamento da marca americana Apple, ganhou uma versão do livro desenhada para ele. Ela foi muito comentada na semana passada em vários sites de literatura e tecnologia e saudada como uma das novas formas impressionantes e inovadoras de contar histórias a que vamos ter acesso.

Como eu ainda vou demorar a ter um iPad, me interessou mais a notícia de que a Biblioteca Britânica digitalizou os manuscritos originais de “Alice no país das maravilhas”, e que eles estão disponíveis na rede para quem quiser ver e ler o presente entregue por Carroll à menina que inspirou tudo, Alice Liddell.

A própria criação do manuscrito merece ser contada. Lewis Carroll criou a história num dia de verão para entreter três crianças, filhas do reitor da sua escola. Alice, de 10 anos, foi a que mais gostou, e pediu que ele registrasse tudo num livro. Algum tempo depois, a menina recebeu o manuscrito de 90 páginas e 37  ilustrações. O livro que conhecemos e foi publicado depois é uma versão aumentada desse presente para a garota, sendo que as referências diretas à família foram suprimidas, dois novos capítulos adicionados e as ilustrações foram feitas por John Tenniel.

Algum tempo depois, Alice Liddell teve que vender o manuscrito num leilão. Ele ficou por muito tempo nas mãos de um colecionador americano e, em 1948, foi doado à Biblioteca Britânica por um grupo de americanos em reconhecimento ao papel do povo britânico na Segunda Guerra Mundial. Sorte de todos nós, que agora podemos conhecer a história que a Alice real conheceu. Está em inglês, mas mesmo se você não entender a língua o site vale a visita, pelo menos para conhecer o manuscrito, ver as figuras desenhadas pelo Lewis Carroll e sua letra.

Uma das páginas digitalizadas do livro

Para terminar, queria deixar o link do livro em português para download, mas não consegui encontrar! Se alguém souber, divide com a gente nos comentários. No Domínio Público e no Projeto Gutenberg você encontra versões em espanhol, italiano, inglês e alemão, além de outros livros do autor.