Adoro esse nome: pleonasmo. Tanto quanto gosto de onomatopéia. Acho os dois difíceis de falar, meio trava-línguas, mas acredito que definem bem o que ele querem dizer. Claro que quadrinhos sobre pleonasmo iam me chamar atenção, né?

Todo mundo usa um pleonasmo de vez em quando. Adoro brincar com o “plus a mais” e  já levei uma puxada de orelha por causa do “balança de precisão”. Polícia adora dizer que “foram apreendidas drogas e uma balança de precisão”, mas como bem explicou o meu editor na época, “toda balança é precisa, oras, e, se não for, não serve pra nada”.

E acho que uma outra característica do pleonasmo – e da nossa língua como um todo – é essa: só depois que alguém te chama atenção para o “erro” é que você percebe que ele tava ali. Imagino que ir à exposição “Menas: o certo do errado, o errado do certo” , sobre a qual a Lívia postou, deve revelar vários outros.

Vi os quadrinhos no Trabalho Sujo. Outras tirinhas da Chiquinha estão aqui.